quinta-feira, 25 de julho de 2013

China pede que EUA expliquem vigilância na internet(U.S. asks China to explain surveillance on the Internet)

A China fez nesta segunda-feira seus primeiros comentários substanciais sobre os programas de vigilância dos EUA na internet, exigindo que Washington preste explicações à comunidade internacional.
"Acreditamos que os Estados Unidos deveriam prestar atenção às preocupações e exigências da comunidade internacional, e dar à comunidade internacional a explicação necessária", disse Hua Chunying, porta-voz da chancelaria chinesa.
Um ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional dos EUA revelou a dois jornais que o governo norte-americano monitorava a atividade telefônica e via internet de milhões de pessoas. O autor da denúncia, Edward Snowden, se refugiou em Hong Kong, território chinês semiautônomo, onde pode ser alvo de um processo de extradição dos EUA.
Até agora, o governo chinês não havia comentado diretamente o caso, limitando-se a repetir sua posição habitual de que a China é um dos países mais vitimados por ataques de hackers.
Uma fonte ligada à liderança do Partido Comunista disse que a China optou pelo silêncio porque não quis ameaçar a recente melhora nas suas relações com o Ocidente.
Em entrevista na semana passada ao jornal South China Morning Post, de Hong Kong, Snowden disse que os EUA espionaram vastamente alvos na China e em Hong Kong.
Na sua conversa diária a jornalistas, a porta-voz Hua qualificou de "puro absurdo" uma insinuação de que Snowden seria um espião a serviço da China.
Em pesquisa feita pelo site do popular tabloide Global Times, publicado pelo Partido Comunista chinês, 98 por cento dos participantes disseram que a China deveria se negar a devolver Snowden para os EUA.
"Ao contrário de um criminoso comum, Snowden não fez mal a ninguém. Seu ‘crime' foi denunciar as violações do governo dos EUA aos direitos civis", disse o jornal em editorial.
"Suas denúncias são de interesse público. Portanto, extraditar Snowden para os EUA seria não só uma traição da confiança de Snowden, mas uma frustração para as expectativas do mundo. A imagem de Hong Kong seria maculada para sempre."


China made on Monday its first substantial comments about the U.S. surveillance programs on the internet, demanding that Washington pay explanations to the international community.
"We believe the United States should pay attention to the concerns and demands of the international community, and give the international community the necessary explanation," said Hua Chunying, a spokesman for the Chinese Foreign Ministry.
A former service of the National Security Agency U.S. revealed the two newspapers that the U.S. government was monitoring the telephone and internet activity of millions of people. The complainant, Edward Snowden, took refuge in Hong Kong, semiautonomous Chinese territory, which may be the target of a U.S. extradition process.
So far, the Chinese government had not commented directly the case, merely repeating its usual position that China is one of the most victimized by attacks from hackers.
A source close to the leadership of the Communist Party said that China chose silence because I did not threaten the recent improvement in its relations with the West.
In an interview last week at the South China Morning Post, Hong Kong, Snowden said that the U.S. spied vastly targets in China and Hong Kong.
In your daily conversation to reporters, the spokeswoman Hua described as "sheer nonsense" a hint that Snowden would be a spy for China.
In research done by the website of the popular tabloid Global Times, published by the Chinese Communist Party, 98 percent of participants said that China should refuse to return to the U.S. Snowden.
"Unlike a common criminal, Snowden did not hurt anyone. Their 'crime' was to denounce the violations of the U.S. government to civil rights," the newspaper said in an editorial.

"Their complaints are of public interest. Therefore Snowden extradite to the U.S. would not only be a betrayal of trust Snowden, but a frustration to the expectations of the world. Hong Kong's image would be tarnished forever."

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