sábado, 21 de julho de 2012

Tecnologia high-tec dá vida nova à indústria têxtil(Technology high-tech gives new life to the textile industry)


Tem havido muita badalação sobre ‘Solar Impulse’, projeto do primeiro avião suíço movido a energia solar, visando realizar uma volta ao mundo em 2014. Mas quem está preocupado com o uniforme que o piloto vai usar?
 Engenheiros especializados do setor têxtil dos Laboratórios Federais de Testes de Materiais e de Pesquisa (conhecido pela sigla alemã EMPA) concluíram que não poderia ser um uniforme típico de piloto. E desenvolveram um uniforme térmico com um sistema integrado de controle de temperatura.
 “Como o avião não produz energia para o controle climático da cabine, desenvolvemos um uniforme multifuncional que permite ao piloto regular a temperatura de acordo com as condições de voo”, afirma Marcel Halbeisen, gerente do projeto do EMPA.
 Estas são algumas das inovações dos tecidos high-tec produzidos pelo EMPA. Os laboratórios suíços de pesquisa trabalham em colaboração com a indústria para promover os produtos resultantes de suas pesquisas.
 O EMPA, por exemplo, desenvolveu recentemente um colete térmico à prova de bala juntamente com parceiros privados, inclusive a ‘Unico Swiss Tex’. A empresa, sediada em Alpnachstad, é especializada em vestuário refrigerado e desenvolve, no momento, coletes blindados para o mercado.
 Testados por policiais de Zurique, o colete à prova de bala contém bolsas de água, recarregáveis, e um sistema de ventilação para baixar a temperatura do corpo em alguns graus. Segundo a Unico, esse lançamento já registra grande demanda, especialmente de países onde se registram temperaturas tropicais, como Arábia Saudita e Índia. O próximo passo da empresa será o maciço aumento de sua capacidade de produção

O futuro
O futuro dos têxteis suíços está ligado à alta tecnologia. De acordo com a Federação Têxtil Suíça, que reúne 200 empresas, os têxteis high-tec representam cerca de um quinto das exportações globais do país.
 “Assim como a Ásia abraçou a produção dos têxteis de commodities, as empresas europeias passarão a explorar os têxteis de alta tecnologia para serem competitivas no mercado mundial” afirma Manfred Bickel, chefe dos departamentos de tecnologia e pesquisa da organização.
 Precisamos encontrar novas técnicas, tecnologias, materiais e produtos acabados para entrarmos em novos mercados como, por exemplo, o do meio ambiente, saúde, construção e, até mesmo, a alta costura high-tech,” afirmou Bickel, admitindo que esse tipo de diversificação representa altos investimentos, o que pode ser complicado para empresas novas no setor.

Bolsas recarregáveis
A empresa de bordados Forser Rohner, de St. Gallen (nordeste) está fazendo exatamente isso. Reconhecendo que o mercado têxtil tradicional se estagna na Suíça, esta centenária firma suíça criou um departamento de pesquisas a fim de explorar novas aplicações para o setor de bordados.
 Jan Zimmermann, responsável pelo setor de têxteis técnicos da empresa, acredita que esse segmento desempenhará relevante papel para a empresa, “dentro de três a quatro anos”.
 Como uma das primeiras etapas na fusão da tecnologia e da moda, especialistas em bordados da Forster Rohner criaram uma luxuosa bolsa equipada com energia solar, em parceria com outros sete centros de pesquisas internacionais e suíços, incluindo o EMPA. A parte externa da bolsa, equipada com células fotovoltaicas, porta uma bateria de lítio para iluminação interna e carregar o celular, desde que acoplado a um cabo USB no interior da mesma bolsa.
 Outras inovações tecnológicas da moda, para a qual a Forster Rohner contribuiu, incluem um “traje climatizado”, que detecta e registra mudanças de CO2 no meio ambiente, através de estímulos luminosos, graças a um fio condutor ligado a centenas de lampadazinhas LEDs.

Parcerias para inovações
Em muitas dessas iniciativas afins, dentro do setor têxtil, tem-se tornado cada vez mais necessária a intensa colaboração de muitos segmentos, como competência para execução desses projetos. Um deles reúne mais de 24 universidades, centros de pesquisa e laboratórios industriais de pesquisas e desenvolvimento de 13 países europeus.
 A iniciativa denominada Anjos da Guarda para uma vida mais inteligente está sendo conduzida pelas Escolas Politécnicas de Lausanne e Zurique (EPFL e ETHZ respectivamente). É uma das seis propostas na disputa de financiamento de 1 bilhão de euros para pesquisa, oferecido pelo programa da União Europeia “Future and Emerging Technologies”
 Este ambicioso projeto objetiva desenvolver um novo conceito de potência extremamente econômico que possa ser integrado a produtos de uso diário, como roupas que proporcionem aos usuários todos tipos de informação sobre o meio ambiente e sobre eles mesmos.
 Uma possível aplicação do Anjo da Guarda, por exemplo, é a integração de nanosensores em uma T-shirt, para medir sinais fisiológicos (como frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura do corpo), dados e análises sobre o que significa esta informação para o usuário.
 Para o coordenador do projeto, Christofer Hierold, chefe da seção de micro e nanosistemas da ETZH, um elemento chave que possibilita esses sistemas são os nanosensores de carga extremamente baixa. Mil vezes menores que um fio de cabelo, os sensores são sustentados por energia ambiental.

Os dispositivos atuais ainda são volumosos e invasivos, diz ele. “Queremos reduzir o tamanho e o consumo de energia dessas tecnologias ao ponto que as pessoas não as percebam.”

Contexto histórico
A liderança suíça nesse campo faz parte da evolução natural da herança têxtil nacional, explica o diretor do Museu Têxtil de St.Gallen, Michaela Reichel.
 “Nossa teoria é que a tendência para trabalhar o desenvolvimento do setor têxtil sempre existiu. Isso começou já no século XIX quando uma porção de teares foi inventada. Embora a maioria não tenha sido invenção suíça, essas máquinas foram aprimoradas aqui,” diz Reichel.
 Naquela época, as empresas se empenhavam muito para desenvolver certas técnicas, em bordados por exemplo, para torná-los mais baratos e eficientes. “Hoje, os objectivos são diferentes, pois as empresas buscam encontrar seu nicho específico, dentro do mercado mundial” explica.


There has been much hype about 'Solar Impulse', a project of the first airplane Swiss solar-powered, in order to conduct a world tour in 2014. But who is concerned about the uniform that the pilot will use?
 Engineers in the textile sector of the Federal Laboratories for Materials Testing and Research (EMPA known by its German name) could not be concluded that a typical pilot's uniform. They developed a uniform heat with an integrated temperature control.
 "As the plane does not produce energy for climate control of the cabin, we develop a uniform multi-function allows the pilot to adjust the temperature according to the flight conditions," says Marcel Halbeisen, project manager of the EMPA.
 These are some of the innovations of high-tech fabrics produced by EMPA. The Swiss research laboratories working in collaboration with industry to promote the products of their research.
 The EMPA, for example, has recently developed a thermal vest bullet proof together with private partners, including the 'Unico Swiss Tex'. The company, based in Alpnachstad, specializes in cool clothing and develops in time, bullet-proof vests for the market.
 Tested by the Zurich police, the bullet-proof vest contains water pouches, batteries, and a ventilation system to lower the body temperature a few degrees. According to Unico, this release already has great demand, especially in countries where tropical temperatures are recorded, such as Saudi Arabia and India. The company's next step will be the massive increase in production capacity

The future
The Swiss Textiles is connected with high technology. According to the Swiss Textile Federation, which includes 200 companies, high-tech textiles represent about a fifth of global exports of the country.
 "As Asia has embraced the production of textile commodities, European companies will explore the high-tech textile to be competitive in the global market," says Manfred Bickel, chief of the department of technology and research organization.
 "We need to find new techniques, technologies, materials and finished products to enter new markets such as the environment, health, construction, and even the high-tech haute couture," Bickel said, admitting that such diversification is high investments, which can be tricky for new companies in the sector.

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The company embroidery Forser Rohner, St. Gallen (northeast) is doing just that. Recognizing that the traditional textile market stagnates in Switzerland, this century-old Swiss company has created a research department to explore new applications for the embroidery industry.
 Jan Zimmermann, responsible for the technical textiles sector company, believes that this segment will play a relevant role for the company, "within three to four years."
 As an early step in the fusion of technology and fashion, specialists in embroidery of Forster Rohner created a luxurious bag fitted with solar energy, in partnership with seven other international research centers and Swiss, including the EMPA. The outside of the bag, equipped with photovoltaic cells, a lithium battery door for indoor and load cell, provided that coupled with a USB cable inside the same bag.
 Other technological innovations in fashion, for which Forster Rohner contributed include an "air-conditioned suit", which detects and records changes in CO2 in the environment, by encouraging bright, thanks to a wire connected to hundreds of lampadazinhas LEDs.

Partnerships for Innovations
In many of these related initiatives within the textile sector, has become increasingly necessary to intense collaboration of many segments, including the power to implement such projects. One of them has more than 24 universities, research centers and laboratories, industrial research and development in 13 European countries.
 The initiative called Guardian Angels for a smarter life is being conducted by the Polytechnic of Lausanne and Zurich (EPFL and ETHZ respectively). It is one of six proposals in contention for funding of 1 billion euros for research offered by the EU program "Future and Emerging Technologies"
 This ambitious project aims to develop a new concept extremely economical power that can be integrated into everyday products such as clothing that provide users with all kinds of information about the environment and themselves.
 A possible application of the Guardian Angel, for example, is the integration of nanosensors in a T-shirt, to measure physiological signals (such as heart rate, blood pressure and body temperature), data and analysis about what this information means for the user.
 For the project coordinator, Christofer Hierold, section chief of micro and nanosystems ETZH, a key element that enables these systems are extremely low load nanosensors. Thousand times smaller than a hair, the sensors are supported by environmental energy.

The current devices are still bulky and invasive, he said. "We want to reduce the size and power consumption of these technologies to the point that people do not realize."

Historical Context
The Swiss leadership in this field is part of the natural evolution of the domestic textile heritage, explains the director of the Textile Museum St.Gallen, Michaela Reichel.
 "Our theory is that the tendency to work the development of the textile sector has always existed. This began in the nineteenth century when a lot of weaving was invented. Although most have not been Swiss invention, these machines have been improved here, "says Reichel.
 At that time, companies strove hard to develop certain techniques in embroidery for example, to make them cheaper and more efficient. "Today, the objectives are different, as companies seek to find their niche within the global market," he explains.


 
Colete de polícia com ar condicionado e à prova de balas

Police vest with air conditioning and bulletproof

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