quinta-feira, 25 de julho de 2013

Facebook e Microsoft revelam nº de pedidos recebidos dos EUA(Facebook and Microsoft reveal number of applications received U.S.)

O  Facebook e a Microsoft disseram nessa sexta-feira que, após uma semana de negociações com autoridades da segurança nacional dos Estados Unidos, as empresas foram permitidas a fazer novas revelações sobre os pedidos de informações secretas feitos pelo governo sobre dados de usuários. As solicitações ao Facebook afetaram entre 18 mil e 19 mil contas, o que a rede social considera "uma pequena fração" dos mais de um bilhão de usuários.
A Microsof divulgou os dados pouco depois do Facebook. Segundo John Frank, vice-presidente da empresa, foram recebidas entre 6 mil e 7 mil solicitações, entre mandados criminais e de segurança nacional, intimações e ordens, que afetaram entre 31 mil e 32 mil contas.
Em comunicado, Ted Ullyot, representante legal do Facebook, afirmou que a companhia só é permitida a falar sobre números totais, sem fornecer maiores detalhes, mas disse que estão negociando para ter permissão para maiores revelações. Seguindo as orientações, a companhia de Mark Zuckerberg informou que recebeu entre 9 mil e 10 mil solicitações de agências do governo, em questões que vão de crianças desaparecidas a ameaças terroristas. Os pedidos foram recebidos pelas duas empresas no último semestre de 2012.
Ullyot, que não especificou até que ponto forneceu informações particulares, afirmou que a empresa sempre tenta proteger a privacidade dos usuários nestas solicitações, e disse que, até o momento, as autoridades não permitem a revelação de dados específicos, de modo que, por exemplo, possam separar somente aqueles que afetam à segurança nacional e que são autorizados sob a Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Fisa).
O Facebook, que negou desde o princípio que permite o acesso direto aos seus servidores, disse nessa sexta que "os casos que afetam a segurança nacional são em sua natureza classificados e muito delicados e tradicionalmente existem limites, inclusive, para reconhecer a recepção destes pedidos". A rede social disse que vai continuar pressionando pela defesa da privacidade de seus usuários e para promover a transparência.
A Microsoft, por sua vez, minimizou o resultado do acordo com o governo americano, pedindo ainda mais liberdade sobre os pedidos. “Nós continuamos a acreditar que o que nós somos permitidos a publicar ainda é pouco sobre o que é preciso para ajudar a comunidade a entender e debater essas questões”, disse John Frank, acrescentando, assim como o Facebook, que os usuários afetados representam uma pequena fração do total de clientes da empresa.
Na semana passada, os jornais The Guardian (Reino Unido) e The Washington Post (EUA) revelaram dois programas de espionagem com participação da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, um afetava registros telefônicos e o outro as empresas de internet. Este último, conhecido como PRISM, supostamente permite o acesso direto aos servidores de nove das maiores empresas de internet dos EUA, como Google, Facebook, Microsoft e Apple.
Em uma rara aliança, empresas como o Google, Microsoft e Facebook estão pressionando a administração Obama a permitir maior transparência em relação aos pedidos de agências do governo sobre dados de usuários.
Com informações das agências AP e EFE

Facebook and Microsoft said on Friday that after a week of negotiations with officials in the national security of the United States, companies were allowed to make new revelations about the secret information requests made by government on user data. Requests to Facebook affected between 18 000 and 19 000 accounts, which the social network as a "very small fraction" of more than one billion users.
The Microsof released data shortly after Facebook. According to John Frank, vice president of the company, were received between 6000 and 7000 requests sent between criminal and national security, subpoenas and orders, affecting between 31 000 and 32 000 accounts.
In a statement, Ted Ullyot, Facebook's legal representative, said the company is only allowed to talk about total numbers, without providing further details, but said they are negotiating to get permission for further revelations. Following the guidelines, the company Mark Zuckerberg reported that between 9000 and received 10,000 requests from government agencies on issues ranging from missing children to terrorist threats. The orders were received by the two companies in the last half of 2012.
Ullyot, who did not specify the extent to which private information provided, said the company always tries to protect the privacy of users in these requests, and said that, so far, the authorities do not allow the disclosure of specific data, so that, for example , can separate only those that affect national security and who are authorized under the Law of Foreign Intelligence Surveillance (FISA).
Facebook, which has denied all along that allows direct access to its servers, said this Friday that "cases affecting national security are classified in nature and very delicate and traditionally there are limits even to acknowledge receipt of these requests . " The social network said it will continue to press for the protection of the privacy of its users and to promote transparency.
Microsoft, meanwhile, downplayed the result of the agreement with the U.S. government, asking for even more freedom on applications. "We continue to believe that what we are allowed to publish is still little about what it takes to help the community understand and discuss these issues," said John Frank, adding, like Facebook, affected users represent a small fraction of the total company's customers.
Last week, the newspapers The Guardian (UK) and The Washington Post (USA) revealed two spy programs with participation of the National Security Agency (NSA) of the United States, affecting one phone records and other Internet companies. The latter, known as PRISM supposedly allows direct access to the servers of nine of the largest U.S. Internet companies such as Google, Facebook, Microsoft and Apple.
In a rare alliance, companies like Google, Microsoft and Facebook are pressing the Obama administration to allow greater transparency in relation to requests from government agencies on user data.

Information with agencies AP and EFE

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