O Facebook e a
Microsoft disseram nessa sexta-feira que, após uma semana de
negociações com autoridades da segurança nacional dos Estados Unidos, as
empresas foram permitidas a fazer novas revelações sobre os pedidos de
informações secretas feitos pelo governo sobre dados de usuários. As
solicitações ao Facebook afetaram entre 18 mil e 19 mil contas, o que
a rede social considera "uma pequena fração" dos mais de um bilhão de
usuários.
A Microsof divulgou os
dados pouco depois do Facebook. Segundo John Frank, vice-presidente da empresa,
foram recebidas entre 6 mil e 7 mil solicitações, entre mandados criminais e de
segurança nacional, intimações e ordens, que afetaram entre 31 mil e 32 mil
contas.
Em comunicado, Ted
Ullyot, representante legal do Facebook, afirmou que a companhia só é
permitida a falar sobre números totais, sem fornecer maiores detalhes, mas
disse que estão negociando para ter permissão para maiores revelações. Seguindo
as orientações, a companhia de Mark Zuckerberg informou que recebeu entre 9 mil
e 10 mil solicitações de agências do governo, em questões que vão de crianças
desaparecidas a ameaças terroristas. Os pedidos foram recebidos pelas duas
empresas no último semestre de 2012.
Ullyot, que não
especificou até que ponto forneceu informações particulares, afirmou que a
empresa sempre tenta proteger a privacidade dos usuários nestas solicitações, e
disse que, até o momento, as autoridades não permitem a revelação de dados
específicos, de modo que, por exemplo, possam separar somente aqueles que afetam
à segurança nacional e que são autorizados sob a Lei de Vigilância de
Inteligência Estrangeira (Fisa).
O Facebook, que negou
desde o princípio que permite o acesso direto aos seus servidores, disse nessa
sexta que "os casos que afetam a segurança nacional são em sua natureza
classificados e muito delicados e tradicionalmente existem limites, inclusive,
para reconhecer a recepção destes pedidos". A rede social disse que vai
continuar pressionando pela defesa da privacidade de seus usuários e para promover
a transparência.
A Microsoft, por sua
vez, minimizou o resultado do acordo com o governo americano, pedindo ainda
mais liberdade sobre os pedidos. “Nós continuamos a acreditar que o que
nós somos permitidos a publicar ainda é pouco sobre o que é preciso para ajudar
a comunidade a entender e debater essas questões”, disse John Frank,
acrescentando, assim como o Facebook, que os usuários afetados representam uma
pequena fração do total de clientes da empresa.
Na semana passada, os
jornais The Guardian (Reino
Unido) e The Washington Post (EUA)
revelaram dois programas de espionagem com participação da Agência de Segurança
Nacional (NSA) dos Estados Unidos, um afetava registros telefônicos e o outro
as empresas de internet. Este último, conhecido como PRISM, supostamente
permite o acesso direto aos servidores de nove das maiores empresas de internet
dos EUA, como Google, Facebook, Microsoft e Apple.
Em uma rara aliança,
empresas como o Google, Microsoft e Facebook estão pressionando a administração
Obama a permitir maior transparência em relação aos pedidos de agências do
governo sobre dados de usuários.
Com informações das agências AP
e EFE
Facebook and Microsoft said on Friday that
after a week of negotiations with officials in the national security of the
United States, companies were allowed to make new revelations about the secret
information requests made by government on user data. Requests to Facebook
affected between 18 000 and 19 000 accounts, which the social network as a
"very small fraction" of more than one billion users.
The Microsof released data shortly after
Facebook. According to John Frank, vice president of the company, were received
between 6000 and 7000 requests sent between criminal and national security,
subpoenas and orders, affecting between 31 000 and 32 000 accounts.
In a statement, Ted Ullyot, Facebook's
legal representative, said the company is only allowed to talk about total
numbers, without providing further details, but said they are negotiating to
get permission for further revelations. Following the guidelines, the company
Mark Zuckerberg reported that between 9000 and received 10,000 requests from
government agencies on issues ranging from missing children to terrorist
threats. The orders were received by the two companies in the last half of
2012.
Ullyot, who did not specify the extent to
which private information provided, said the company always tries to protect
the privacy of users in these requests, and said that, so far, the authorities
do not allow the disclosure of specific data, so that, for example , can
separate only those that affect national security and who are authorized under
the Law of Foreign Intelligence Surveillance (FISA).
Facebook, which has denied all along that
allows direct access to its servers, said this Friday that "cases
affecting national security are classified in nature and very delicate and
traditionally there are limits even to acknowledge receipt of these requests .
" The social network said it will continue to press for the protection of
the privacy of its users and to promote transparency.
Microsoft, meanwhile, downplayed the
result of the agreement with the U.S. government, asking for even more freedom
on applications. "We continue to believe that what we are allowed to
publish is still little about what it takes to help the community understand
and discuss these issues," said John Frank, adding, like Facebook,
affected users represent a small fraction of the total company's customers.
Last week, the newspapers The Guardian
(UK) and The Washington Post (USA) revealed two spy programs with participation
of the National Security Agency (NSA) of the United States, affecting one phone
records and other Internet companies. The latter, known as PRISM supposedly
allows direct access to the servers of nine of the largest U.S. Internet
companies such as Google, Facebook, Microsoft and Apple.
In a rare alliance, companies like Google,
Microsoft and Facebook are pressing the Obama administration to allow greater
transparency in relation to requests from government agencies on user data.
Information with agencies AP and EFE
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