segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Carros podem ser vulneráveis a malwares, dizem especialistas(Cars can be vulnerable to malware, experts say)


Uma equipe de hackers conhecidos está trabalhando para a divisão de segurança da Intel em uma garagem da costa oeste dos Estados Unidos, em busca de vulnerabilidades eletrônicas que poderiam expor automóveis a vírus de computador letais.
A divisão McAfee da Intel, mais conhecida por softwares antivírus, é uma das empresas que buscam proteger as dezenas de pequenos computadores e sistemas de comunicação eletrônica que fazem parte de todos os automóveis modernos.
É um problema assustador. Os especialistas em segurança afirmam que as montadoras de automóveis até o momento não vêm protegendo adequadamente os seus sistemas, o que os deixa vulneráveis a ataques por hackers interessados em roubar carros, ouvir conversas clandestinamente ou até prejudicar ocupantes causando colisões.
"É certamente possível matar pessoas", diz John Bumgarner, vice-presidente de tecnologia da U.S. Cyber Consequences Unit, uma organização sem fins lucrativos que ajuda empresas a analisar o potencial de ataques dirigidos a suas redes e produtos de computação.
Até o momento não houve informação de ataques violentos a automóveis usando vírus de computador, de acordo com a SAE International, uma associação de mais de 128 mil profissionais técnicos nos setores automotivo e aerospacial.
No entanto, Alan Hall, porta-voz da Ford, informou que sua empresa havia encarregado seus engenheiros de segurança de tornar o sistema Sync de comunicação e entretenimento o mais resistente possível a quaisquer ataques.
Preocupações quanto a possibilidades como essa emergiram depois que um grupo de cientistas da computação das universidades da Califórnia e de Washington publicou dois importantes estudos que demonstravam que vírus de computador podem infectar carros e causar colisões, potencialmente ferindo passageiros.
Eles não informaram que montadoras fabricaram os carros estudados, mas afirmaram que as questões afetavam todo o setor, apontando que muitas montadoras de automóveis utilizam fornecedores e processos de desenvolvimento comuns.
Os pesquisadores descobriram que é possível infectar veículos por meio de CDs. Quando a vítima desprevenida tenta ouvir o CD, este infecta o sistema de som do carro e percorre o restante da rede até infectar componentes mais críticos.
Por exemplo, eles descobriram uma combinação de ataque chamada "autodestruição". Ele começa quando uma contagem regressiva de 60 segundos surge no painel digital do veículo. Quando atinge zero, o vírus pode simultaneamente desligar os faróis, travar as portas, parar o motor e liberar ou acionar os freios do carro.
Além de descobrirem a técnica para ferir os ocupantes dos veículos infectados, os acadêmicos puderam remotamente escutar as conversas dentro dos carros, um método que pode ser utilizado por espiões industriais ou de governo.

Porta de diagnóstico
O grupo de pesquisa se desfez depois de publicar dois artigos técnicos, em maio de 2010 e agosto de 2011. Os estudos descrevem múltiplos tipos de ataques e maneiras de infectar carros por meio de sistema Bluetooth de transmissão de dados sem fio, redes de telefonia móvel, bem como pela porta de diagnóstico dos veículos, chamada OnBoard Diagnostics port, conhecida também como OBD-II port.
A SAE International encarregou uma comissão formada por mais de 40 especialistas da indústria para elaborar formas de prevenção, detecção e mitigação de ataques eletrônicos contra veículos.
Bruce Snell, um executivo da McAfee que supervisiona a pesquisa da empresa sobre segurança, afirmou que as montadoras estão preocupadas sobres potenciais ataques eletrônicos por causa das consequências assustadoras.
"Se seu laptop trava, você pode ter um dia ruim de trabalho, mas se seu carro trava, isso pode ameaçar sua vida", disse ele. "Não acho que as pessoas precisem entrar em pânico agora. Mas o futuro é realmente assustador."
Uma porta-voz da McAfee afirmou que entre os hackers que analisaram carros está Barnaby Jack, um conhecido pesquisador que anteriormente descobriu maneiras pelas quais criminosos poderiam forçar caixas eletrônicos a liberar dinheiro e fazer com que equipamentos médicos dispersem doses letais de insulina. Os fabricantes destes produtos responderam afirmando que vão melhorar a segurança dos equipamentos.


A team of hackers known is working for the security division of Intel in a garage on the west coast of the United States in search of vulnerabilities that could expose electronic cars to computer viruses lethal.
A division of McAfee Intel, best known for antivirus software is one of the companies seeking to protect the dozens of small computers and electronic communication systems that are part of all modern automobiles.
It is a daunting problem. Security experts say the automakers have not yet adequately protecting their systems, leaving them vulnerable to attacks by hackers interested in stealing cars, hear conversations clandestinely or even harm occupants causing collisions.
"It is certainly possible to kill people," said John Bumgarner, vice president of technology at U.S. Cyber
​​Consequences Unit, a nonprofit organization that helps companies analyze the potential attacks on its networks and computing products.
So far no information of violent attacks on cars using computer viruses, according to SAE International, an association of more than 128,000 technical professionals in the automotive and aerospace.
However, Alan Hall, a spokesman for Ford, said his company had entrusted their security engineers to make the system Sync communication and entertainment the most resistant to any possible attacks.
Concerns about such possibilities emerged after a group of computer scientists from the universities of California and Washington published two important studies showing that computer viruses can infect and cause car crashes, potentially injuring passengers.
They reported that automakers manufactured cars studied, but said the issues affecting the whole sector, pointing out that many automakers and suppliers using common development processes.
The researchers found that it is possible to infect vehicles through CDs When the unsuspecting victim tries to listen to the CD, it infects the sound system of the car and runs the rest of the network to infect most critical components.
For example, they discovered a combination of attack called "self-destruct". He begins with a countdown of 60 seconds appears on the touch panel of the vehicle. When it reaches zero, the virus can simultaneously turn off the lights, lock the doors, stop the engine and release the brakes or the car.
Besides discovering the technique to injure vehicle occupants infected, academics could remotely listen to conversations inside the car, a method that can be used by industrial spies or government.

Diagnostic port
The research group disbanded after publishing two technical papers in May 2010 and August 2011. The studies describe multiple types of attacks and ways to infect cars via Bluetooth system for wireless data transmission, mobile telephony networks, as well as the diagnostic port of the vehicle, called OnBoard Diagnostics port, also known as OBD-II port .
The SAE International commissioned a committee of more than 40 industry experts to develop ways of preventing, detecting and mitigating electronic attacks against vehicles.
Bruce Snell, a McAfee executive who oversees the company's research on safety, said automakers are worried envelopes potential electronic attacks because of the frightening consequences.
"If your laptop crashes, you can have a bad day at work, but if your car crashes, it can threaten your life," he said. "I do not think people need to panic now. But the future is really scary."
A spokesman for McAfee said hackers who analyzed between cars is Barnaby Jack, a well known researcher who previously discovered ways criminals could force ATMs to dispense cash and make medical equipment disperse lethal doses of insulin. Manufacturers of these products accounted saying that will improve the safety of equipment.

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